quarta-feira, 16 de julho de 2014

ÓTIMO RECOMEÇO

Fala rapázi,

- Já estávamos com saudades da Ressacada, afinal muito melhor estar lá berrando no parapeito do que assistir a umas peladas da Copa do Mundo. Os jogos do Leão são sempre mais emocionantes (entenda como quiser) e ontem não foi diferente.
Talvez seja boa vontade, mas ontem vi algumas melhoras no time e cito três: preparo físico, saída rápida e jogadas de linha de fundo.
Começamos bem e criamos oportunidades até um gol bobo, seguido de uma expulsão mais tola ainda. Mesmo assim o Avaí soube se recompor e poderia ter empatado se não fosse o pênalti desperdiçado.
Quanto às estreias, gostei do Diego Felipe. Mostrou que tem qualidade. Carleto não foi tão bem assim, mas é boa opção, inclusive para as bolas paradas.
A decepção ficou por conta de Cléber Santana. Está devendo muito. Acho que o Flamengo nos devolveu um clone dele.

- A merecida vitória nos manteve a 3 pontos do G-4, mas o Avaí subiu para a 6ª colocação. Mais um resultado positivo na sexta diante da Ponte Preta ajudará muito! É hora da torcida voltar ao estádio.

- Cada dia que passa temos prova que boa parte da mídia esportiva da Capital é amadora e só joga contra nossos clubes. O episódio da renegociação da dívida trabalhista do clube, o que poderia ser considerada uma ótima notícia, foi invertido e deram manchetes (equivocadas) para uma suposta penhora da Ressacada. 

Para uma breve comparação, o Avaí renegocia R$ 6 milhões, oriundos de 77 ações trabalhistas, unificadas em 33 processos. Já o time do continente deve só para o uílson e o julio césar, R$ 4 milhões. E aí, qual a pior situação? Vão ter má vontade lá na pqp.

Abs, Marcelo

quarta-feira, 9 de julho de 2014

PARA UMA MUDANÇA - PARTE I

Federação alemã investe na formação de atletas e cobra saúde financeira dos clubes

Extraído de: extra.globo.com.esporte   4 horas atrás



RIO -Se em Santa Cruz Cabrália a seleção forjou sua identificação com os anfitriões da Copa do Mundo -da interação com os índios pataxós ao uso da camisa rubro-negra, ganhando de cara a simpatia e até a torcida dos flamenguistas ao redor do país -, é em sua própria história que o futebol da Alemanha tem encontrado combustível para se reinventar.

Desde o primeiro título, em 1954, na Suíça , quando bateu a então poderosa Hungria, o futebol tem tido papel fundamental no desenvolvimento do país -na ocasião, o triunfo da seleção alemã foi o ponto de partida para o "milagre econômico" do país no pós-guerra. Nos campos, a revolução começou quando, na Eurocopa de 2000, na Bélgica , a Alemanha marcou apenas um gol e foi eliminada ainda na primeira fase. O vexame virou assunto de estado e o governo decretou que, em uma década, a seleção deveria ser uma potência novamente.

O futebol alemão, então, voltou-se para a base e, em 12 anos, cerca de US$ 1 bilhão foi investido na formação de jogadores -hoje, a Federação Alemã possui 360 centros de treinamento, atendendo 25 mil meninos e meninas entre 9 e 17 anos.

Paralelamente, o Campeonato Alemão, a Bundesliga, também passou por uma reformulação. A austeridade fiscal foi adotada e todos os clubes passaram a ser obrigados a enviar para a Federação atestados de que não estavam devendo. A regra é dura: quem não cumpre, está fora da liga.

Neste cenário, a chance de sediar o Mundial, em 2006, foi uma oportunidade de ouro para fortalecer ainda mais o futebol alemão. A seleção nacional terminou em terceiro, mas os estádios foram reformados, ficaram mais modernos, e o campeonato nacional ganhou fôlego. Com estádios novos, ingressos a preços acessíveis e times bem estruturados tecnicamente, a Bundesliga celebrou um salto, tornando-se o campeonato com maior média de público do mundo.

Se, na temporada 2001/2002, o público era de 33 mil, em 2011/2012, este número subiu para 45 mil, e clubes como o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund se consolidaram como os grandes do mundo.

Alguns estádios, como a HDI-Arena, do Hannover 96, têm até creche e narração exclusiva para os cegos. Para manter os preços baixos, a reforma nos camarotes Vips, que antes das reformas eram acanhados e pouco procurados, foi essencial. A venda dos camarotes e os direitos de televisão respondem, em média, por 75% das receitas dos clubes, o que significa que o dinheiro da bilheteria não é decisivo nas contas do clube.

No entanto, nem tudo são flores. A violência nos estádios ainda é um problema. Tanto que, na última temporada, 1.142 torcedores ficaram feridos em partidas das duas primeiras divisões. Denúncias de corrupção também rondam o Campeonato Alemão e incluem suspeita de manipulação de resultados e sonegação fiscal. Há quatro meses, Uli Hoeness, presidente do todo poderoso Bayern, foi condenado a três anos e seis meses de prisão por uma fraude fiscal estimada em 27,2 milhões de euros (cerca de R$ 89 milhões).

Independentemente disso, o futebol alemão tem muito o que ensinar. Ainda mais para quem acha que não tem nada para aprender.
Autor: Sanny Bertoldo - O Globo 


sexta-feira, 6 de junho de 2014

RAPIDINHAS DO PITACO

Fala rapázi,

  • Hoje é véspera do nosso último confronto antes da parada da Copa e o adversário é indigesto. O Sampaio Corrêa soma 15 pontos em 9 jogos e, se vencer, assume a vice-liderança. Achas que será um jogo fácil?
  • Mas qual Fênix renascida das cinzas (pô, a raça vai longe), é hora do Leão somar pontos e parar tranquilo.
  • Achei muito boa a escolha de Geninho pro comando do Leão. Apesar do bom desempenho do Raul Cabral, o novo treinador agrega experiência e comando ao time. Basta lembrar que ano passado ele foi o responsável pelo acesso do Sport. É o perfil que muita gente pedia. Sucesso!
  • Enquanto isso no outro lado da ponte, a lanterna permanece acesa pelos próximos meses. Fica Guto! Fica Viu-Fredo.
  • No campo administrativo, muito silêncio da diretoria. Prova de cautela. É capaz do avião pousar quietinho. Ou então ser uma cortina de fumaça para algo diferente e muito bom...
     Abs, Marcelo


quarta-feira, 28 de maio de 2014

POSAGORA?

Fala rapázi,

Bom escrever quando o time ganha, né? Poisentão, ontem o Leão deixou o Náutico aflito e trouxe 3 pontinhos na mala.

O pitaqueiro Aurélio tem uma teoria que o técnico representa apenas 15% para o aproveitamento do time. Concordo e discordo do amigo. Explico.

Concordo que caso os jogadores não estiverem comprometidos em apresentar um bom futebol, pode trazer o Mourinho, Felipão e o escambau que não vai ter jeito.
O que entendo por comprometimento? Querer treinar, se preparar fisicamente, aceitar o esquema tático passado pelo "profexô" e inclusive cortar as baladas.

Mas no que discordo? O treinador tem um papel importante em mudar taticamente o que não vem dando certo. E o Raul Cabral ontem fez isso.
Além das derrotas do Pingo, tivemos duas vitórias achadas, com as calças na mão (abstraiam que "o Avaí faz coisa"). O que o Pingo fez para mudar? Nada. Podia até ter o time na mão, mas não ousava e insistia no que dava errado.

Já o Raul colocou o Eltinho na esquerda (como todos pediam). Sacou o Bocão que não vinha tendo boas apresentações (apesar de eu achar que pode evoluir), colocando o Marrone (que defendia mais do que apoiava, liberando a esquerda). Deslocou o Eduardo Neto para a proteção de zaga (e disse na coletiva que a posição dele não é na lateral esquerda e que já foi até o 10 no Botafogo) e manteve o Paulo Sérgio que vem mostrando serviço

O time evoluiu e até perdeu diversas chances de ampliar.

Raul Cabral é a solução? Não sei. Mas as mudanças que ele fez surtiram efeito. Sexta, na Ressacada, com mais tempo para treinar, teremos a chance de ver se o time apresenta novamente o bom futebol.

Tá, e o Marquinhos, Eduardo Costa? São muito bons jogadores, não resta dúvida. Agora o pepino está com o professor para saber se mantém o esquema diante do ABC ou muda para os retornos. Boa sorte na escolha. Estaremos torcendo.

Abraço, Marcelo 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

SOBRE PROJETOS...

Fala rapázi,

Dizem que cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça. Com o torcedor do Avaí não é diferente. Isto porque depois do avião russo que não chegou, qualquer papo diferente o manezinho já descarta.

Mas um clube de futebol não pode mais sobreviver das receitas convencionais (ingresso, mensalidades, patrocínio, etc.) que pela instabilidade não permite um planejamento de longo prazo para uma empresa tão grande. Um clube também precisa ser autosustentável. Precisa fazer dinheiro mesmo sem futebol.

Fiz essa introdução porque começou a ser divulgado um projeto da diretoria de parceria com um grupo estrangeiro (o André Tarnowsky e o Polidoro Jr já adiantaram o assunto), que envolve melhorias na infraestrutura do estádio, hotel e outros empreendimentos.

Por parte da diretoria, entretanto, o tema continua a ser tratado com prudência. Nada foi anunciado. Ponto para o presidente que prefere divulgar somente quando existir algo concreto. Enquanto for projeto, que continue dentro das paredes da Ressacada.


O Avaí possui espaço para construção, localização privilegiada (aeroporto), vias de acesso em ampliação e assim, todas as condições para um bom negócio.

Não conheço a verdade desses fatos e não tenho esperança que se construa nada megalomaníaco pelas bandas da Ressacada, mas na minha opinião, caso existente, o projeto da nova diretoria merece um voto de confiança. Se der certo, pode ser uma fonte de receita que permita ao clube respirar e se planejar sem sustos.

É aguardar.

Abraços, 
Marcelo

PS: Mudei o título porque ninguém falou em arena.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

FIQUE À VONTADE...

Fala rapázi,

Ontem tivemos mais uma decepção. Os poucos torcedores que foram assistir a Avaí x ______ saíram do estádio com a tristeza dos últimos tempos.

O time até começou empolgando, mas caiu de rendimento e a equipe do _______ se aproveitou.

Nosso frágil sistema de marcação permitiu, novamente, que os atacantes do _______ ficassem livres para marcar. 

Sim, tivemos chances de matar o jogo, mas os atacantes ______ e ______ perderam gols incríveis.

O técnico _______ afirma que o time está evoluindo, mas não é isso que o torcedor vê.

Para a próxima partida, contra o ________, o Avaí precisa vencer para começar a respirar.

Abs, Marcelo

terça-feira, 22 de abril de 2014

RECOMEÇANDO SEM LÓGICA

Fala rapázi,

Quem espera coerência, justiça e lógica no futebol está torcendo no esporte errado, infelizmente.
Se fosse pela lógica era para não estarmos mais aqui falando de bola.
Mas é aí que o futebol embriaga.
E hoje o Avaí passa uma borracha no fiasco do final do ano passado e no pífio estadual, tendo a oportunidade de iniciar uma caminhada rumo ao acesso.
Das 4 primeiras partidas, apenas hoje o Leão joga em casa e então tem que valer a estratégia de vencer na Ressacada e buscar ponto fora.
É pra lá que vamos nessa noite dar umas dicas pro Pingo dali do parapeito.
Respeito quem vai "rasgar a carteirinha" ou "fazer coisa mais produtiva", mas futebol é isso, não tem muita lógica.

Sobre a renovação do Marquinhos, merece um post separado para análise das vantagens e desvantagens. Já adianto: gosto do galego, acho um craque (quando quer), mas não é intocável.

Agora é torcer para que o desgraçado do Adão apareça na Ressacada. Se trair a clientela, vamos para o Chapecó, pra Toca ou pra Barraca do Alemão...

Abs, Marcelo

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ERA UMA VEZ...

Fala rapázi,

Era uma vez um clube de futebol, de uma terra muito, muito distante, que fez uma parceria com um empresário de futebol.
O empresário apresentava um jogador e dizia:
- Olhem esse meu craque. Joga muito.
O clube respondia:
- É mesmo? Hum... E quanto é o salário dele?
- É de R$ 60.000,00. - respondia o empresário.
- Nossa, muito alto - lamentava a diretoria.
Mas o empresário fazia a seguinte proposta: - Não se preocupem, eu pago a metade!
Achando que o negócio era bom, o clube aceitava, afinal ter um jogador de R$ 60.000 pagando apenas R$ 30.000 era realmente tentador.
O que não se sabia era que o salário jogador não valia os 60, mas apenas 30. Assim, o clube acabava aceitando o jogador do empresário e ainda pagava o salário cheio (30).
Até que um dia foi eleita uma nova diretoria para aquele clube.
O empresário, feliz com a reaproximação, voltou a fazer o mesmo tipo de proposta. Mas dessa fez o clube respondeu: - Tudo bem, mas a tua metade, por favor deposita na nossa conta e a gente paga o salário integral para o atleta.
Descoberto, o empresário foi embora.

Abraços, Marcelo

PS: Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com pessoas ou fatos da vida real é mera coincidência.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

PITACOS NO TWITTER



"Parabéns ao Inter-RS. Meter diferença de 4 gols no placar agregado da final, contra o rival, não é para qualquer um".


"Último título do cocoirmão foi comemorado no Orkut".


"Ituano campeão paulista. É o ano das zebras".


Acompanhe mais no @pitacoazul

segunda-feira, 17 de março de 2014

PRA ENGRENAR


Fala rapázi,

A fase Pingo  no Avaí começou com uma derrota para o Marcílio Dias. Não tem como creditar esse resultado ruim ao treinador que mal chegou e já partiu para a casamata.
No primeiro jogo em casa, goleada em cima do Juventus (ah, mas era o Juventus. Sim, mas se não ganhasse já teria gente pedindo a cabeça).
No último jogo, vitória fora de casa até os 38 minutos do segundo tempo, quando tomamos um gol impedido. O Brusque tem uma equipe ajeitada e o resultado, por si só, não pode ser considerado de todo ruim. A única coisa que estranhei foi a ausência de Héber, que no jogo anterior fez 3 gols e merecia ser titular.
Nesta próxima quarta-feira, contra o time de Ibirama, teremos a oportunidade de vencer e começar a sair do sufoco. 
Confirmando isso, Pingo ganha crédito e tira dos jogadores uma pequena parcela pelos últimos desastres. Desejo que ele tenha coragem para fazer as mudanças necessárias que a torcida tanto pede. Vamos aguardar.

Abs, Marcelo

PS: Ei, Pay-Per-View, vai tomate cru!



quinta-feira, 13 de março de 2014

ESCUTA AQUI, Ô EMPRESÁRIO

Fala rapázi,

A vitória de ontem, importantíssima, ficou um pouco ofuscada pela infeliz declaração de um empresário parceiro do Avaí.
Digo infeliz porque entendo que uma manifestação de alguém tão ligado ao clube deve se pautar por quatro vetores: forma, conteúdo, momento e objetivo.

FORMA: Utilizar o twitter para expor uma insatisfação é uma atitude não condizente com a importância de uma parceria e de todos os detalhes que cercam as negociações entre clube e empresa. Há problemas? Que sentem e discutam seus termos, inclusive por escrito. Usar o twitter é jogar pra torcida (apesar de nesse caso fazer efeito contrário)

CONTEÚDO: As declarações foram vazias, senão vejamos: o empresário tem alguns atletas no clube, entre eles: a) Roberto: foi titular assim que foi regularizado. Teve diversas chances e não aproveitou todas. Por ora, não é a nossa salvação. Além disso, se envolveu em briga e tomou um gancho, prejudicando o Avaí; b) Paulo Sérgio: estava jogando ontem, como nas outras partidas e se machucou; c) Pará: quem é o Pará para ser boicotado?
Não digo que esses jogadores não sejam importantes para o Leão, mas daí a dizer que há um boicote, passa longe. PS: Nem falei do Turra...

MOMENTO: O que era para ser uma noite de alegria, em meio a uma série de derrotas, um momento de volta por cima para sair do atoleiro, acabou sendo melancólica. Foi tão sem noção que a reação dos torcedores nas redes sociais acabou se virando contra o empresário. Além disso, a vitória veio com 3 gols do Héber.

OBJETIVO: Se a idéia era trucar a direção para ter jogador escalado, se deu mal. Tem gente que não está levando a sério a proposta de não ter exclusividade. Não estão acreditando que o Avaí está caminhando para uma nova fase de parceria que seja boa pros dois lados e não apenas para quem queira ganhar dinheiro. Caso não se retrate, tenho minhas dúvidas sobre a continuidade.

Não acho que as parcerias sejam ruins, mas quem dá as cartas é o Avaí. Se em 2008 e 2009 bons atletas passaram por aqui, depois as "apostas" não deram certo e amargamos maus momentos tendo que engolir alguns pernas-de-pau que nos levaram ao rebaixamento.

Termino com o filósofo André Calibrina: "Se vens pra ilha dando uma de douto
He, he, tás tolo, te arromba istepô".


Abs, Marcelo
@MGSilva_